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Solstício de Inverno e o Ano Novo Andino



No dia 20 de junho às 18h44 min celebramos o Solstício de Inverno no hemisfério sul: a noite mais longa do ano. Curiosamente é quando os povos originários da América Latina, principalmente os andinos, comemoram a entrada de seu ano novo, sendo um momento de reverência ao Sol, seu deus maior chamado de Tata Inti.


Mas porque celebrar o Sol na noite mais longa do ano?


Justamente porque depois dessa noite, que simboliza o dia mais curto do ano, Tata Inti retoma seu fôlego e começa seu caminho de ascensão, equilibrando as forças - entre dia e noite - no equinócio de primavera e brilhando em todo seu esplendor no solstício de verão - quando temos então o dia mais longo do ano.


Esse momento de celebração é conhecido como Inti Raymi (Festa do Sol) sendo a mais importante do ano para as culturas Aymara, Quéchua e dos Qeros.


Durante a época dos incas, o Inti Raymi era o mais importante dos quatro grandes festivais celebra-dos em Cusco, marcando o início do ano andino. Naqueles dias o festival durava nove dias com muita festa, dança e rituais de sacrifício. O último Inti Raymi realizado com a presença do Imperador Inca, foi em 1535. Para celebração vinham pessoas de todos os lu-gares inclusive os curacas (chefes de aldeia) e os sacerdotes.


Nos três dias que antecediam a festa só comiam milho branco cru, algumas ervas e água. Também não acendiam fogo e não tinham relações sexuais. Era um período de purificação.


As sacerdotisas do Sol, as acllas, preparavam pãe-zinhos de milho que seriam distribuídos aos participantes da cerimônia.


No dia da festa o Inca e seus parentes vinham para a praça, descalços, a espera do Sol. Ajoelhavam-se e jogavam beijos para Inti enquanto ele despontava no horizonte. Depois bebiam chicha e derramavam uma parte em honra do deus. Em seguida seguiam para o Corincancha, ou Qorikancha, o "Templo do Sol", onde faziam adorações.


As celebrações a Tata Inti foram proibidas em 1572 pelo Vice-Rei Francisco de Toledo, que não tolerava qualquer cerimônia que não fosse cristã.


Mas, entre os originários a cerimônia seguiu sendo praticada às escondidas durante séculos, até que em 1944 voltou a ser realizada em céu aberto. Desde então, os povos originários se encontram em Cusco, para reverenciar Inti.


Ainda que esta celebração tenha atualmente um caráter bastante turístico, quem conhece a magia andina sabe, que enquanto os turistas se embriagam com as cores e os ritos espetacularizados, o povo originário refaz seu caminho de encontro com Inti, bem no fundo de sua alma ancestral.


O Inti Raymi é um momento de profunda beleza e de introspectiva reflexão.



Veja mais sobre o Solstício em nosso vídeo: https://youtu.be/gJcFpF_QHSY


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